Thursday, September 14, 2006

Caminho para o infinito... ou para um fim

Vivo hoje um dia estranho, em meu redor oiço uma melodia de pouca qualidade onde os seus acordes arranham a minha alma provocando uma dor que me devora segundo a segundo
…caminho sozinho…
...Choro…
Os meus sentidos estão confusos… tremo de calor… sinto uma vaga de vento a bater na minha face e as minhas lágrimas viajam sem sentido…, os meus pensamentos não passam de um simples acto de desespero pelo desejo da racionalidade… A insanidade controla a minha mente…
No fundo, bem lá no fundo oiço algo melódico mas completamente arritmado como um coração que bate desalmadamente… bate e volta bater, estremece e volta a estremecer… e nada faz sentido…
As imagens são sucessivas e tu… simplesmente desapareces entre as palavras… adeus…e…ate já
Perco o controlo sobre mim…as forças já são escassas para convencer a desistires de um “adeus” …e… em silêncio segrego, entre dois suspiros… desejo-te ao pé de mim…

Não me deixes, deixar de te sentir
E deixa-me enlouquecer,
Nesses teus olhos o meu corpo ferir
Até a minha alma no teu mundo se perder…

6 Comments:

Blogger sónia said...

desejo-te ao pé de mim…

8:39 AM  
Blogger anrasaxa said...

gostei

3:16 PM  
Anonymous Sandra Daniela said...

cheguei até aki por acaso, e adorei!!! continua sempre com este lindo trabalho! um beijo

3:55 AM  
Anonymous Mel said...

Bruno, decidi continuar o teu poema ... como se o tivesse iniciado. É uma oferta de uma Alma ...

"Não me deixes,
deixar de te sentir...
E deixa-me enlouquecer,
Nesses teus olhos o meu corpo ferir
Até a minha alma no teu mundo se perder… "

Não não me deixes...
cola o teu silêncio ao meu, desliza nas palavras sopradas
no vento tal brisa,
descansa o teu corpo cansado
sobre o meu em lava ...

E deixa que esta Lua se faça Mar
Mar de Luar, Lua de Chuva,
bebe desta fonte de prazer,
sente o meu corpo a estremecer,
nesta vontade de te dar prazer...
mas não me deixes ...

Não, não me deixes ...
que morro nesta insanidade
do teu querer e não me querer...

Não, não me convenças que é o fim ...
Porque o teu silêncio é uma
súplica,
porque sinto o teu cheiro reflectido
neste vidro, fosco, baço ...
E o teu vulto é a sombra do meu vulto...
E deste Amor se fará Altar,
e será culto ...

(Grandioso é este Amar no Amor ...
Senhor!)

E sinto o calor languido
do teu tão terno abraço ...

Sim, louco é este Amor,
e louca a dança que avança,
ao sabor e ao compasso
de dois corpos...
amantes da Lua!

Flutuam os corpos,
entrelaçam-se as Almas.
Serena Amor, que a tarde é calma ...

Um abraço de Mel

1:42 PM  
Anonymous su said...

...mas são as palavras que funcionam como a âncora que te prendem ao caminho que tens pela frente, e a insanidade fica assim apenas à beira, tocando os limites.
São as palavras e para além delas tudo o que sentes. Assim, usa e abusa delas.

Um beijo da Teia.

7:43 PM  
Anonymous Anonymous said...

ler todo o blog, muito bom

5:02 PM  

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